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Luciana Sobota

Carta aos professores



Hoje comemoramos o dia dos professores data criada em 1827,  para homenagear a educadora Santa Teresa D’Avila, com um sentimento de profunda reflexão.

Com escolas estaduais sucateadas e as municipais fechando as bibliotecas por falta de sala de aula, os professores de Camboriú comemoram a luta, mas lamentam a caminhada, ainda distante de uma chegada próspera ao objetivo de quem vem a vida pra ensinar: intermediar o conhecimento com qualidade. 

Veio a pandemia e sim,  o ensino remoto não atingiu as metas. 

“A situação dos professores no Brasil durante a pandemia”, pesquisa realizada pela Nova Escola na segunda quinzena de maio com mais de 8,5 mil professores, mostrou que apenas 32% dos entrevistados afirmam que todos os alunos têm participado das atividades remotas.

O abismo social tão presente nas escolas públicas brasileiras se mostrou especialmente agressivo durante a pandemia. “Temos uma plataforma em que postamos as atividades para os alunos, mas o acesso tem sido baixíssimo. A maioria dos pais têm apenas um celular, alguns sem um plano de dados bom, outros não sabem mexer muito bem. Menos de 25% dos alunos acessam a plataforma online”, desabafou um educador ouvido pela pesquisa.

Neste 15 de outubro, firmamos com a palavra esperança ainda que fragilizada, o compromisso com a comunidade escolar, para a construção do conhecimento que se torna ainda mais necessária agora, no ano que se encerra sem ter começado. 
Se vivemos hoje o isolamento, 2021 será o ano da concretização da empatia.

Empatia com os profissionais de saúde na linha de frente da pandemia, empatia com os educadores, que estão dando o máximo para manter crianças e jovens estudando, apesar do fechamento das escolas.
Uma colega orientadora lembrou: “A  gente se esquece do ser humano que está por trás do educador, daquele profissional que está tendo que se reinventar, virar apresentador, editor, especialista em lives, chats, tudo isso além do seu papel original de construir conhecimento com seus alunos. 
 
Empatia é isto,  compreender emocionalmente uma situação e assim fortalecer a base para construirmos uma sociedade melhor com professores respeitados e alunos bem atendidos. Quem educa? Será crucial nesta nova era.


Luciana Sobota
Presidente do Sisemcam

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Coluna informativa do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Camboriú


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