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LINHA SAÚDE MENTAL

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Joyce de Almeida Cruz

​SENTIDO NA VIDA




Foto: Divulgação

A busca por um propósito na vida é algo que nos acompanha dia a dia. Quando temos claramente definido nossos objetivos e ideais essa caminhada se torna mais tranquila, porém quando não conseguimos reconhecer nossos anseios e não encontramos sentido para nossa existência as coisas tendem a ficar bastante angustiantes.

Vivemos diariamente implicados nesta busca pelo propósito de nossa existência. Algumas pessoas atribuem sentido em suas buscas através da conquista de bens materiais (casa, carro, roupas, etc.), outros focam na construção e cuidado da família, outros ainda dedicam-se aos estudos, pesquisas e descobertas, trabalhos voluntários, defesa da natureza e animais, viagens, outros ainda atribuem sentido através da espiritualidade.

Quando se questiona alguém sobre o que quer da vida, independente da motivação do existir de cada pessoa, a resposta geralmente se resume a busca pela felicidade. O problema está em quando as pessoas se colocam na posição de passividade e esperam que o externo (outros ou coisas) dê sentido a sua existência, e que o ideal é que nós mesmos possamos atribuir sentido a nossas experiências e encontros vivenciados. Somos nós que devemos dar sentido às coisas em nossa vida e não as coisas darem sentido a quem somos.

Atribuir sentido para as coisas que trago para minha vida gera contentamento, e quando deixa de fazer sentido posso fazer uma nova busca, esse movimento é normal e esperado para nós humanos, por outro lado quando eu permito que as coisas deem sentido para minha vida e me sinto perdido e vazio quando elas perdem o sentido, aí com certeza está acontecendo algo de errado, porque provavelmente eu não estou sendo coerente com meus próprios anseios. Importante destacar que atribuir responsabilidade da minha existência para que o outro é injusto com o outro e comigo mesmo.

Para muita gente atribuir sentido a vida é uma tarefa bastante complexa e angustiante, isso porque demanda de esforço próprio, ninguém pode fazer isso por você. A boa notícia é que não existe nada mais prazeroso do que viver uma vida em que você é o protagonista e faz suas escolhas em direção ao que lhe traga contentamento. E assumir as responsabilidades por suas escolhas faz parte desse processo.

Existe uma forma de se aproximar dessa condição saudável de viver, o autoconhecimento: que consiste num processo de conhecer a si mesmo, e existem pessoas que não conhecem nem 10% de si mesmo. Quando você se apropria de quem você é, sabe quem é você, reconhece o que te cativa, o que te desmotiva, o que gosta, o que não gosta, identifica seu funcionamento frente as diversas situações e suas reações aos acontecimentos da vida (bons e ruins) a coisas ficam mais claras. Um detalhe importante é que não basta apenas se autoconhecer é extremamente importante a autoaceitação nesse processo, e isso não significa conformismo e sim saber quem é você e aceitar as partes que são boas e ruins de si mesmo e a partir disso tomar atitudes que por fim vão te ajudar a dar sentido par a sua vida.

Algumas pessoas encontram bastante dificuldade em mergulhar no autoconhecimento, nesses casos o profissional da psicologia pode ajudar nessa caminhada.

Nunca vai fazer sentido viver a vida do outro ou tentar suprir as expectativas alheias. O sentido de sua é vida é mais importante que isso e deve ser privilégio apenas seu em fazê-lo.
 
Joyce de Almeida Cruz
Psicóloga Clínica
CRP 12/11350
(47) 99905 2536 – whatsapp
Joyce.cruz.5473 - instagram

Sobre Joyce de Almeida Cruz

Psicóloga


Sobre a Coluna

Linha Saúde Mental

Uma coluna que reúne assuntos relacionados a saúde mental a partir do olhar da psicologia. Temas que podem ajudar as pessoas a lidarem com suas emoções e sentimentos, e ajudar ainda na compreensão sobre temas do dia a dia a fim de promover a saúde mental de todos, com a psicóloga Joyce Almeida.


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