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TEMPO E POEMA

com


Ricardo Oliveira

OLHOS INDISCUTÍVEIS DA ALMA




Foto: Divulgação

Olhos indiscutíveis da alma,
Que invade o meu peito aberto!
Por uma chama que arde o meu ser...
E a minha consciência interminável.
Desvelando o que é mistério...
Porque o mistério é algo improvável.
Como as noites que cheiram poesias e,
O mar que delas me afastam.
E por um descuido,
Confesso a minha sensibilidade.
Perante a morte e a vida,
Diante de mim mesmo e da fúria escondida.
Porque o Outro em sua diversidade,
Sabe que o diálogo é a razão de existir.
Até porque ninguém estar isolado,
A ilha não faz parte de dele e nem de mim.
Contudo a poesia é livre,

Por onde anda o seu instinto.
E a nobre gentileza do respeito...
Que faz dela o soneto de tradições sem FIM.
Olhos indiscutíveis da alma,
Que invade o meu peito aberto!
Por uma chama que arde o meu ser...
E a minha consciência interminável.
Interminável?
Não sei bem o que dizer.
A consciência é um caso absoluto de insensibilidade.
Porque através dela, a nos tornamos prisioneiros.
Da mentira, da falseta e da inveja!
Ao que parece-me também não exata.
Pelo simples fato de elaborar indagações,
De justiça, amor e lealdade.
Forças que um ser humano tem,
E que vive ofuscado pela sociedade.
Que não mostra as possibilidades que o Outro possui,
Condicionando-o ao vazio da inteireza.
[ISSO NÃO É VIVER!]

Ano: 2004
Ricardo Oliveira
Escritor, Poeta, Colunista e Professor
Email: oliveirapoeta.oliveira@gmail.com
Site: ricardoliveira.prosaeverso.net
Grupo no facebook: TV Folhetim 

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Sobre a Coluna

Tempo e Poema

Uma coluna cheio de beleza, cujo versos são sentidos e significados para a manifestação da humanidade, e pelo qual se estabelece o sentimento refletido nas palavras e seus mistérios poéticos.


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