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LINHA SAÚDE MENTAL

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Joyce de Almeida Cruz

​ORIGEM DOS COMPORTAMENTOS...




Foto: Divulgação

Já pensou sobre sua forma de se comportar no mundo? O porquê você se comporta como se comporta? O que te motiva a ter as atitudes que tem? O porquê você defende algumas ideias e outras não? Já pensou sobre isso tudo?

É muito comum repudiarmos atitudes que não concordamos, especialmente se não estão contempladas nas ações que consideramos corretas e que foram construídas ou reproduzidas historicamente por nossas pessoas de referência e que são aceitas em nosso filtro moral.

Todos nossos comportamentos são aprendidos em algum momento da vida, seja por observação, estimulação, por reforços positivos ou negativos (ganhar algo desejado, ou ter algum estímulo negativo retirado da vida), ou ainda por punição (ganhar “castigos”, perder privilégios), isso tudo que foi descrito ajuda na modelagem da nossa forma de agir.

É importante destacar aqui que as pessoas que nos estimularam e ensinaram a viver como vivemos também aprenderam muito do que sabem com outras pessoas, e assim todos antes disso também, ou seja, estamos imersos a um fenômeno de origem cultural, e que nas famílias vai se modelando com as peculiaridades e filtros que vão se tecendo de acordo com essas vivências, origens, religião, grau de instrução, etnia, gênero, faixa etária, poder aquisitivo, envolvimento político, etc.

“Tem muito dos nossos pais em como vivemos”, mesmo os comportamentos que consideramos inapropriados em nós e nos outros, pois praticamente tudo foi aprendido ou modelado a partir de nossas referências e também experiências de vida que tivemos. Em contrapartida não podemos perder de vista o livre arbítrio; no geral fazemos como fazemos porque aprendemos que é a melhor opção, porém na medida em que nos apropriamos de nós mesmos, através do autoconhecimento, se torna possível modelarmos isso por nós e não mais por reproduzir o que foi aprendido, seria um aperfeiçoamento de quem somos buscando sempre uma melhor versão de nós mesmos.

Somos responsáveis pelos comportamentos e atitudes das nossas crianças e adolescentes que foram ensinadas por nós, porém essas crianças se tornam adultos e assim possivelmente podem revisar os próprios comportamentos e adaptá-los da melhor forma para viver que seja condizente com as próprias aspirações de vida, e que mesmo assim continuam sendo responsáveis pela forma de como escolheram se comportar nas relações, sejam as ações modificadas ou ainda pelos comportamentos que foram mantidos. Tem muito adulto querendo justificar seus comportamentos nos pais, ou seja, querendo responsabilizar o outro pelas próprias escolhas.

Preste atenção, pois aqui não estou justificando os comportamentos de ninguém em referências familiares como se a responsabilidade fosse dos nossos pais, mas estou elucidando que “copiamos” tais comportamentos, mas que potencialmente podem ser revisados e melhorados, e que cada um deve se responsabilizar por ser quem se é, pelas atitudes que escolhe ter, pelas ações (boas ou ruins) que são efetuadas no dia a dia, pois o outro não é responsável por suas atitudes mesmo que tenha sido o seu mentor, porque a escolha é sua.

A lição que fica é que independente do que aprendemos isso não limita quem somos e muito menos nos coloca numa posição de rigidez frente a vida, mas que pelo contrário nos abre os olhos para assumir as rédeas de nossas vidas e a partir das tomadas de consciência podermos mudar nossos comportamentos nos vários aspectos que contemplam nossa existência.

Caso todo esse processo de revisão de comportamentos, introdução de mudanças e conscientização das responsabilidades lhe cause confusão e sofrimento psíquico pode ser que seja importante considerar a busca por ajuda profissional, e nesse caso o profissional da psicologia pode te ajudar. Geralmente a busca por essa transformação é iniciada porque o sujeito já está em processo de sofrimento e a forma de viver atual não está mais sendo coesa com as próprias aspirações de vida e assim a pessoa inicia uma busca de autodescoberta que a estimulam a trazer mudanças, e mudar geralmente não é tão simples assim, muitas vezes consiste num processo doloroso.

Cativar a saúde mental é possível e necessário. Cuide-se!
 
Joyce de Almeida Cruz
Psicóloga Clínica
CRP 12/11350
(47) 99905 2536 – whatsapp
Joyce.cruz.5473 - instagram

Sobre Joyce de Almeida Cruz

Psicóloga


Sobre a Coluna

Linha Saúde Mental

Uma coluna que reúne assuntos relacionados a saúde mental a partir do olhar da psicologia. Temas que podem ajudar as pessoas a lidarem com suas emoções e sentimentos, e ajudar ainda na compreensão sobre temas do dia a dia a fim de promover a saúde mental de todos, com a psicóloga Joyce Almeida.


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