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Alexandre de Souza Metsger


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​Um pitada de turismo não faz mal a ninguém



Em outubro de 2019, tivemos um grande anúncio com direito a coletiva de imprensa na prefeitura de Camboriú, as boas novas se tratavam da implantação de um grande porto de cruzeiros na querida vizinha Balneário Camboriú, que por questões políticas e de mobilidade urbana a estrutura auxiliar da operação seria estendida para Camboriú. No auge da liberação da concessão pelo governo federal ao Bc Port tudo parecia realidade consumada, em fim dias de glória para Camboriú. Pois bem, estamos em fevereiro de 2020, pouco ou nada se fala do assunto.

Santa Catarina acaba de receber pela 11ª vez o título de melhor Estado do Brasil para viajar, e nossa vizinha Balneário ficou em 3º lugar no ranking de destino turístico procurado por estrangeiros, e Camboriú? Ah, Camboriú não vem ao caso.

Na última coluna falamos da eterna promessa Camboriú, parece que no turismo também só ficamos no potencial. Já sinalizamos estradas, já temos a Costa Verde e Mar, a hotelaria esboça um crescimento acanhado no interior, e uma gastronomia que acaba servindo somente os moradores em fins de semana.

Mas e ai, tem alguma receita milagrosa? Não quero aqui ser leviano e prepotente em ser o dono da razão, mas como diz na própria propaganda no site Costa Verde e Mar: "Camboriú, uma cidade feliz por Natureza". Turista não viaja para pegar transito, turista viaja para descansar, viaja para apreciar a natureza e para conhecer novos lugares. Nesse sentido vejo o rio Camboriú o maior potencial para atrair esse público que já está aqui pertinho, do lado em nossa vizinha. Efetivado ou não, o Bc Port trouxe um olhar para o rio de turismo, com as tratativas do empreendimento, a Marinha já deu parecer favorável para adequação da navegação no rio, faltando apenas um licenciamento ambiental para o rio tornar-se uma hidrovia e poder ser explorado comercialmente.

Bingo, a cidade pode então trabalhar através de concessão transporte público e turístico no rio, pode viabilizar a construção de atracadouros, pode viabilizar a adequação das pontes e levar o turista até o Parque Linear. E onde tem turista e clientes potenciais se desenvolve o comércio, porque não um mercado público anexo ao Parque Linear? Pode parecer distante essa realidade, mas através de concessão é possível atrair esses investimentos, quem já teve o privilégio de navegar pelo rio até a praia consegue enxergar isso comigo. É lindo!

A Igreja Católica tem projeto de construção de um lindo templo sabe onde? Bem próximo ao rio Camboriú, já ouviram falar de turismo religioso? É nesse momento que a classe política precisa enxergar na religião desenvolvimento econômico e não apenas curral eleitoral, um mega templo no centro da cidade reforçando a tradicional festa do divino que já atrai turistas.

Precisamos urgentemente olhar o rio como um aliado ao desenvolvimento econômico da cidade, e não apenas como nosso esgoto a céu aberto. Em outubro tivemos a audiência do saneamento, a cidade escolheu a repactuação, apenas saneando Camboriú será possível aproveitar todo o potencial que o rio Camboriú significa para a cidade. Secretarias de Saneamento, Desenvolvimento Econômico, Defesa Civil e Agricultura não podem mais ser vistas como troca política, o desenvolvimento e a sobrevivência da cidade depende disso.
Por fim, uma pitada de turismo não faz mal a ninguém.

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