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Alexandre de Souza Metsger


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​O dia depois de amanhã



Nas edições passadas, venho falando das dificuldades enfrentadas por Camboriú em várias áreas, e também apontamos ideias e saídas para os problemas aqui apresentados. Mas, os últimos 30 dias que vivemos tornaram praticamente toda previsão futura um grande mistério. A chegada da quarentena enfim nos fez enxergar a gravidade do Covid-19, realidade que não percebemos a tempo de tomar medidas necessárias para, quem sabe, ficarmos fora desse grande furacão. Não vou entrar aqui no mérito se é certo ou errado a quarentena, se ela precisa ser vertical ou horizontal, mas vou me ater as questões administrativas da nossa cidade.
Um grande problema que enfrentamos reflexo dessa pandemia, é a crise econômica. Nossa frágil economia não resiste a poucos dias de ‘’descanso’’. Pequenos, médios e até mesmo grandes empreendedores têm amargado prejuízos, e tem visto seus caixas zerarem. Até o momento pouco ou nada tem sido feito para socorres essas pequenas empresas da falência. A realidade é que muitos já vinham sofrendo com a recessão econômica que nosso país enfrenta, o resultado do PIB já era desanimador, agora então é salve-se quem puder.
Assim como as empresas vão precisar se readequar, negociar salários, e infelizmente demitir, a prefeitura precisa nesse momento rever suas contas, seus planos de carreira, salários e benefícios.  Não é preciso ser um gênio para saber que Camboriú já arrecadava muito menos do que precisa, qualquer intervenção urbana precisa de recursos externos, e os recursos próprios acabam praticamente apenas na manutenção dos serviços públicos. Em um primeiro momento, e de forma emergencial precisamos equalizar os salários de acordo com a arrecadação, precisamos primeiramente de um teto salarial compatível com o momento, penso que R$4.000,00 seja um número sensato, independente de plano de carreira, bonificações, e demais prêmios. Deve-se aproveitar o momento também para que os planos de carreira dos servidores, sejam indexados na arrecadação, nenhum aumento ou bonificação deve ter porcentagem superior do que o aumento da arrecadação municipal. A prefeitura vive de impostos, e esses não serão tão cedo arrecadados como no período anterior à pandemia. É a nova realidade.
Outra medida que precisa ser tomada urgentemente, é a criação de um conselho de Parceria Público Privada, as famosas PPP´s. Através das PPP´s é possível captar os investimentos que a prefeitura tão cedo não vai ter condições de fazer, como também modernizar os serviços prestados e trazer economia aos cofres públicos. Nesse pacote poderiam estar a coleta de lixo, iluminação pública, criação da hidrovia do rio Camboriú com transporte público, criação de mercado público, produção de energia fotovoltaica, enfim, variados investimentos de capital privado em parceria com o setor público para trazer economia e renda ao município, como também movimentar o mercado de serviços e mão de obra local. Outra medida emergencial seria a repactuação do contrato com a Águas de Camboriú, nosso município além de precisar de saneamento básico, não pode abrir mão de praticamente 50 milhões que seriam investidos em serviços e mão de obra.
Precisamos pensar no dia depois de amanhã, e isso para ontem.

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