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LINHA DO TEMPO

com


José Angelo Rebelo

Os expedicionários de Camboriú



Iniciamos essa nossa conversa a respeitos desses nossos heróis com os versos de Wenceslau de Queiroz: 
 
Ei-lo já velho e encanecido – bravo
E valente guerreiro d'outras eras
Que corria da pátria em desagravo
A combater terrível como as feras.
 
Das bastas cãs os fios prateados
Coroam-lhe a cabeça gloriosa
Como um pouco de louros conquistados
Das balas na floresta estrepitosa.
 
Nas noites frias, ao soprar dos ventos.
Aos pés do fogo o bravo conta aos centos
Essas histórias trágicas da guerra...
 
E trêmulo de espanto e de entusiasmo,
Do ardor guerreiro no febril espasmo,
Cuida ouvir um clarim ecoar nas serras...  
 
Foram 21 camboriuenses que partiram para a Itália e dois que permaneceram na vigilância de nosso litoral, entre os 956 catarinenses que foram sorteados para entrarem na guerra contra os alemães, durante O Segunda Confronto Mundial. E estes homens muito nos honraram com sua coragem. Após serem afastados de seus familiares e amigos, permaneceram no Rio de Janeiro por quase um ano, sob intenso treinamento militar. Embarcaram em direção ao norte da África no ano de 1943, sendo, no percurso, desviados para combater na Itália, no Vale do Rio Pó. Na Itália, sob fogo alemão, nossos camboriuenses e demais brasileiros, ao todo, cerca de 25.000 que lutaram por um ano e três meses. Jamais poderemos esquecer esses heróis. Para felicidades de todos nós, os 21 bravos camboriuenses lutaram e voltaram, símbolos vivos da sua coragem e destemor. Entre os oficiais brasileiros mortos, apenas um catarinense, o 2⁰ tenente R/2 Ary Rauen (11⁰ Regimento de Infantaria), do município de  Mafra.
 

Sobre José Angelo Rebelo

Professor


Sobre a Coluna

Linha do Tempo

Narrativas que resgatam parte da história de Camboriú e região, pelo historiador José Ângelo Rebelo.


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