TECNOLOGIA

​Antenas parabólicas com os dias contados
Com a chegada da tecnologia 5G, os sinais de parabólica ficarão comprometidos



A  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já aprovou o edital para a licitação da tecnologia 5G no Brasil. Mas, a chegada da nova tecnologia vai causar um congestionamento de sinais. Isso porque, a 5G utiliza a mesma “avenida” no céu que os sinais de parabólica. A rede vai acabar tendo interferências.

O edital da Anatel com as regras para a licitação determina que as operadoras que comprarem lotes do 5G deverão distribuir receptores e antenas menores para os usuários de parabólicas. Esse processo vaio ser coordenado por uma entidade que ainda deve ser criada. Ela será a responsável por distribuir e instalar os equipamentos. A mudança deve durar dois anos.

A banda C, que transmite TV via satélite para parabólica atua na frequência de 3,7 GHz a 6,45 GHz, enquanto o 5G deverá utilizar de 3,3 GHz a 3,7 GHz. A sobreposição das redes pode atrapalhar a nova tecnologia.
Como solução, foram discutidas duas possibilidades: diminuir o problema distribuindo filtros instalados nas TVs ou total migração da parabólica para outra frequência. A Anatel conduziu simulações em computador que apontaram que os filtros não eram o bastante para impedir a interferência. Assim, a agência optou pela migração total.

O conselheiro da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou, durante coletiva de imprensa, que o processo será semelhante ao da mudança de TV analógica para a digital, que começou a ser feita no início de 2015 em vários municípios do país. "As pessoas vão receber um kit gratuito, que vai conter uma antena menor, como a da Sky, pois a parabólica vai parar de funcionar", explicou.

O levantamento mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feito em 2017, informa que 6,5 milhões de residências no Brasil contam apenas com antena parabólica para ver TV.




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