ECONOMIA

Reajuste do IGP-M se tornou um pesadelo para as pessoas
Em 2021 o valor está diminuindo, mas de forma lenta e não tão significante




Foto: Divulgação

O reajuste no valor do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) assustou muitos brasileiros no final de 2020. Em novembro teve um avanço de 3,28% em relação ao mês anterior e finalizando com um aumento de 24,5 % em 12 meses. Os dois primeiros meses de 2021 tiveram uma baixa de 0,05%, um número muito pequeno, forçando as imobiliárias e construtoras a continuar usando alternativas de negociação  para não perder clientes. 

Mas afinal, de onde vem o IGP-M?

O aumento no valor das parcelas se deve a três componentes do IGP-M:

- Índice de preço por atacado mercado (IPA-M)- Responsável pelos preços industriais e agrícolas no setor de atacado, representando 60% do peso na hora do cálculo do IGP-M;

- Índice de Preço ao Consumidor- Mercado (IPC-M)- Responsável pelos preços de bens e serviços que geram despesas as famílias e com o peso de 30%;

- Índice Nacional do Custo de Construção- Mercado (INCC-M)- Responsável por calcular o valor do custo da construção de imóveis e tem uma participação com o peso de 10%.

As empresas tiveram que se adaptar

O reajuste com alto preço veio junto da pandemia, um momento onde muitas pessoas passam por necessidades financeiras, sendo então, a negociação a melhor das formas para que as empresas não perdessem seus clientes.

A loteadora G. Laffite, de Camboriú, usou esse meio para facilitar o pagamento de seus clientes. “Devido à instabilidade econômica agora, o IGP-M está muito alto. "A gente tem noção de que existe uma pandemia e um cenário mundial onde a empresa também tem que se posicionar socialmente. Então a nossa estratégia em segurar esse reajuste é para ser justo com quem comprou conosco e conseguir manter a nossa fidelização de clientes, e não aumentar o nosso índice de inadimplência", relatou Gabrielle Laffitte, gerente de comunicação e marketing da empresa.

O valor deve continuar diminuindo?

Em uma entrevista para o portal de notícias Valor Investe, o  coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), André Braz, contou que esse ano o índice deve diminuir. “Dado que cremos que o ano que vem pode ter maior estabilidade do câmbio e redução gradual da incerteza, acredito que teremos um IGP-M muito abaixo do acumulado em 2020, sendo um terço disso ou menos a depender das questões da covid e da política fiscal” relatou em dezembro de 2020. 

As falas do coordenador fazem sentido e podem ser levadas em consideração tendo em  vista que nos primeiros meses de 2021 o valor começou a diminuir, de uma forma não tão significante, mas já dando evidências do que está por vir . O início da baixa já é ótimo para as empresas se planejarem e voltarem a cobrar o reajuste de acordo com o que é divulgado pela FGV IBRE, e para os clientes também é uma notícia boa, pois o valor do reajuste começa a diminuir.




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