POLÍTICA

​Bolsonaro defende tratamento imediato contra covid-19 e descarta lockdown nacional
Presidente falou sobre o tal tratamento durante visita a Chapecó, na manhã desta quarta-feira (7)




Foto: reprodução

O presidente da República, Jair Bolsonaro, esteve em Chapecó na manhã desta quarta-feira (7). Durante o discurso, Bolsonaro defendeu o “tratamento imediato” contra a covid-19 e garantiu que não haverá lockdown no Brasil.

O presidente foi à cidade catarinense para conferir o trabalho da prefeitura, após um vídeo do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), circular pelas redes sociais. N ocasião, o prefeito sugere que o tratamento precoce à covid-19 fez com que os números de casos e mortes caíssem no município.

Durante o discurso, o presidente trocou o termo “tratamento precoce” por “tratamento imediato” e questionei o porquê desta “campanha mundial contra” o tal tratamento. “Por que não pode ter um tratamento imediato? Olha a questão do off label, fora da bula. É um direito. É um dever do médico. Ele tem que buscar uma alternativa", afirmou o presidente. Bolsonarou não citou cloroquina e hidroxicloroquina, mas referiu-se aos medicamentos como uma opção de tratamento e que ele próprio tomou quando contraiu a doença.

Lockdown

Em outro momento, o presidente afirmou ser contra o lockdown e defendeu o funcionamento das atividades para combater o desemprego. "Não podemos ficar em casa ad eternum esperando que a solução caia do céu. Lamentamos as mortes. [...] Quem abre mão de um milímetro da sua liberdade em troca de segurança, está condenado, no futuro, a não ter segurança e não ter liberdade", complementou o presidente.

Bolsonaro ainda garantiu que não haverá lockdown nacional. “Alguns ousem dizer que as Forças Armadas deveriam ajudar alguns governadores nas suas medidas restritivas... O nosso Exército brasileiro não vai à rua para manter o povo dentro de casa. Estou me lixando para [as eleições de] 22. Vai ter uma pancada de candidatos aí. Seria muito mais fácil a gente ficar quieto e se acomodar, não tocar nesse assunto", disse o presidente.

Discurso

O discurso durou pouco mais de 25 minutos. O presidente não entrou no assunto do processo de vacinação no Brasil, nem sobre o recorde de mortes diárias que o país alcançou na terça-feira (6). Perto do fim da fala, Bolsonaro defendeu a abertura e funcionamento das igrejas para atendimento da população.

Ao lado do prefeito de Chapecó, Bolsonaro lembrou que ele e Rodrigues foram colegas deputados no Congresso Nacional. Disse que fez questão de visitar Chapecó para conferir as ações pessoalmente, em vez de o prefeito ir a Brasília. Além do prefeito de Chapecó, o presidente citou brevemente duas figuras políticas de Santa Catarina: a governadora Daniela Reinehr e o senador Jorginho Mello, que acompanhavam o evento.
 




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