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​Dia Nacional do combate ao fumo: fumantes têm mais chances de desenvolver o quadro mais grave de Covid-19
O hábito de fumar prejudica o pulmão, órgão mais atingido pela doença




Foto: Agência Brasil

Em 1986, foi sancionada a Lei Federal 7.488 que institui o dia 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data tem como objetivo estabelecer o tabagismo como um problema de saúde coletiva, sendo assim, ações nacionais reforçam os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causadas pelo uso do tabaco. 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o tabaco é o causador de mais de 50 enfermidades, como câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses) e doenças do aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias), além de outras doenças como úlcera do aparelho digestivo, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher e complicações na gravidez.  Além disso, a estimativa é que cerca de 157 mil pessoas morram devido à doenças causadas pelo tabaco. 

Os número de câncer relacionados ao fumo são altos. Em 2020, foram registrados no Brasil cerca de 30.200 novos casos de câncer de pulmão, brônquio e traqueia, 11.390 de esofago e 7.650 de laringe. Em Santa Catarina, os números de novos casos foram: 1770 de pulmão, brônquio e traqueia, 660 de esofago, e 520 de laringe. Sendo esses dados, homens são mais propensos a desenvolverem esses tipos de câncer. 

Além de enfermidades, pessoas que possuem o hábito de fumar possuem menor resistência física, menos fôlego, envelhecem mais rápido, e apresentam um pior desempenho nos esportes e na vida sexual. 

Anualmente no dia 29 de agosto, o Ministério da Saúde trabalha uma campanha contra o tabagismo a partir de diferentes temáticas. Neste ano, o tema escolhido é Tabagismo e coronavírus (Covid-19), pois o tabaco provoca problemas no pulmão, principal órgão atingido pela Covid-19, sendo o tabagismo um fator de risco para o desenvolvimento da forma mais grave da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), fumantes são mais vulneráveis à infecção pela covid, pois ao fumar, uma pessoa tem constante contato dos dedos com os lábios, e também com cigarros que podem estar contaminado. Dessa forma, a transmissão do vírus através da boca é maior. Narguilés e dispositivos eletrônicos também trazem riscos. 

O tabaco traz malefícios à imunidade, pois causa inflamações e afeta os mecanismos de defesa do organismo. Doenças como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose são mais comuns em fumantes, pois o hábito prejudica a capacidade pulmonar, sendo esse o principal fator dos casos mais graves de Covid-19. Por isso, a campanha deste ano traz a importância do não fumar e também, comportamentos saudáveis que devem ser adotados quando houver o retorno das atividades cotidianas. 

 

 




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