POLÍTICA

“Não tenho político de estimação" declara Jane Stefenn, pré-candidata a prefeita pelo PSL
A pré-candidata fala de seus planos e gostaria de ter Marli Schmitt Garcia (PP) como vice em sua chapa.




Foto: Linha Popular

No ano 2000, Jane Stefenn começou sua carreira  na política, se candidatando pela primeira vez a um cargo público. 20 anos depois, ela tenta um salto maior: a cadeira de prefeita municipal.

Nascida em Tijucas, Jane cresceu no Monte Alegre, bairro onde mora até hoje. Ela relembra a sua infância com muito carinho e entusiasmo, mesmo com as dificuldades daquela época. “Eu tive uma infância de verdade, de sair na rua para brincar de esconde esconde, pega-pega, soltar pipa e tomar banho em rio… também tive bons amigos.”, recorda. Desde cedo, Jane foi envolvida com a comunidade, participando de grupos de jovens, fanfarra, projetos da escola, e afirma que gostava de estar sempre na liderança. 

O convite para participar de uma campanha política veio por  Wilson Plautz, ex-prefeito de Camboriú. Jane conta que foi convidada apenas para cumprir a cota de candidaturas destinadas a mulheres. Na época, ela trabalhava o dia inteiro, cuidava de seu irmão, e estudava, por isso não tinha tempo para pedir votos, participando apenas nos comícios  Mas o resultado surpreendeu: na primeira disputa eleitoral, ela recebeu  170 votos. Em  2004 tentou de novo. Em 2008 ficou como suplente. Em 2012 se elegeu, repetindo o feito em 2016, sendo a vereadora mais votada, com 931 votos.

 Jane, que tentou uma vaga na Alesc em 2018, agora almeja o Executivo Municipal. Ela pretende inovar na administração do município, principalmente em relação ao desenvolvimento econômico, geração de empregos e aumento da arrecadação. “Eu não vejo que Camboriú foi planejada por nenhum outro prefeito. Todos que passaram deram a sua contribuição, mas ainda há muito o que se fazer. Não tô aqui pra criticar ninguém. Eu só coloquei meu nome a disposição, por acreditar na cidade e por saber que algo novo deve acontecer para que o futuro seja muito melhor”, diz. 

De galho em galho?

Em eleições anteriores, a vereadora chegou a apoiar a ex-prefeita Luzia Coppi e o atual prefeito Elcio Kuhnen, que também são pré-candidatos em 2020. Em sua candidatura, a atual vereadora sai como uma terceira via, e para fortalecer sua campanha diz que será ela mesma, trazendo sua visão de política voltada às pessoas, e não partidária. “Muita gente diz que eu pulo de galho em galho. Com a Luzia foi muito pontual, eu quebrei com ela, por uma coisa muito simples. Eu fui fazer uma fiscalização e ela disse que não era dever meu, e que eu tinha que sair de lá. Então, eu disse para ela que eu tinha sido eleita para trabalhar, e não para ser capacho de prefeito nenhum. E o Élcio, eu apoiei porque eu tava cansada do deboche e do descaso, e achei que seria algo novo, mas não vi isso acontecendo”, conta, e ainda acrescenta que não tem partido ou político de estimação. Segundo ela, o vereador não é uma extensão do Executivo, e sim uma autoridade do Legislativo, e ressalta: "fui  eleita para o cargo porque as pessoas acreditam em mim como fiscalizadora".


Como  terceira via, Jane diz que se candidata para que Camboriú não permaneça na mesmice e também não retroceda. “A cidade tem potencial para muito mais. Mas o que foi feito até agora?”, questiona. Com uma gestão eficiente e voltada para a cidade, ela acredita que os planos para o município podem ser realizados, mas que para isso é necessário que uma semente voltado ao desenvolvimento econômico seja plantada, para que assim, a longo prazo, seja possível um futuro melhor. Ela vê o turismo rural como uma forma de alavancar a arrecadação na cidade, mas afirma que será necessário um investimento em infraestrutura em bairros como o Rio do Meio e a Várzea do Ranchinho, além da criação de uma outra via de acesso à cidade. 

Coligação ou Chapa Pura?

Nessa eleição, a pré candidata está disputando pelo PSL (Partido Social Liberal), e ainda não definiu seu vice. Ela comenta que tem conversado com outros partidos, mas não tem medo de sair com chapa pura. Caso isso aconteça, o nome mais cotado é Jessé Pereira. 

“Algumas siglas me disseram que não fecham as portas nem para a Luzia, nem para o Elcio. Primeiro, são dois extremos. Quem diz que não fecha as portas nem para ele ou para ela, não sabe o que quer, ou quer algo para si e não para a cidade”, diz. Os principais partidos que o PSL tem conversado são o PDT, PP e o Podemos. A sua vontade era colocar Marli Schmitt (PP) como vice, uma pessoa a qual Jane tem muito respeito e admiração, mas comenta que Marli cansou e se decepcionou muito com a política. 

Se eleita, Jane quer dar voz ao povo, pois acredita que a população, muitas vezes, pode contribuir com o desenvolvimento da cidade. Por isso, estará de portas abertas para ouvir. Ela também quer apostar em um secretariado técnico e capacitado, e não tem medo de mudar, caso veja que não está funcionando. “Eu não sou uma pessoa de colocar panos por cima das coisas. Vamos fazer uma experiência, não deu… tchau, a gente troca. Camboriú não precisa pagar pela incompetência, porque o dinheiro não é meu. Se eu tivesse contratando com o meu dinheiro, tudo bem. Mas é dinheiro público.”, comenta. Outros pontos que Jane irá prezar em seu governo são a transparência, a honestidade, a humildade e a vontade de trabalhar, pois vê que há muito trabalho pela frente.






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POLÍTICA  |  21/09/2020 - 14h