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​Mesmo com a liberação do transporte coletivo, camboriuenses optam por outros meios de locomoção
Horários reduzidos e risco de infecção por Covid-19 são os principais motivos para os moradores não utilizarem o transporte em Camboriú




Foto: Arquivo LP

Na segunda-feira (13), a Viação Praiana, principal coletivo intermunicipal da região, voltou a circular. Porém após cinco meses suspensos, o transporte retornou com horários extremamente reduzidos, o que gerou insatisfação aos moradores que precisavam utilizá-lo, além disso, o risco de transmissão de Covid-19 também tem gerado medo a alguns moradores. 

O governo do estado de Santa Catarina anunciou a liberação do transporte intermunicipal e coletivo no final de agosto, e na mesma semana, a Viação Praiana anunciou o itinerário, o que animou a população que precisa do transporte para se locomover aos seus locais de trabalho. Rafael Seara,  gerente administrativo da empresa, havia afirmado que os horários seriam reduzidos, principalmente aos domingos, porém com a divulgação, os moradores perceberam que a maior parte deles não facilita a locomoção no dia a dia. 

Sirlei Denise de Mello é moradora do bairro cedro (ctg), e trabalha em uma loja na Avenida Brasil, em Balneário Camboriú. Antes da pandemia, ela utilizava a praiana de segunda a sábado, para ir e voltar do trabalho. 

Com a paralisação do transporte, Sirlei conta que encontrou muita dificuldade para se locomover, mas conseguiu encontrar alternativas. “De manhã, meu esposo me leva, e para voltar é de uber”, explica. 

Quando foi anunciada a volta do transporte intermunicipal, a moradora ficou bem animada, pois mesmo que o marido a leve pela manhã, a volta em aplicativos de transporte sai cerca de 15 reais, com o retorno da Praiana, economizaria aproximadamente 10 reais diariamente. Porém, os horários reduzidos impediram que ela voltasse a utilizar os ônibus. “Não utilizei, porque  meu horário não coincide com os horários que eles  coloram. Claro que gostei da volta, mas pra mim não está resolvendo, tem poucos horários, principalmente no bairro onde moro”, conta. 

Em nota divulgada junto com o anúncio do retorno as atividades, a empresa afirmou que estavam se preparando para o momento, e que todos os ônibus da frota estão equipados com dispositivos de álcool em gel, adesivos contendo informações sobre o embarque obrigatório usando máscara, e que os veículos estariam sempre higienizados e com pulverizadores de ar. Além disso, segundo a portaria do Governo do Estado, os ônibus podem circular apenas com 50% da capacidade e os passageiros devem estar todos sentados, em formato zigue-zague, um na janela, e o de trás na poltrona próxima ao corredor. 

Mesmo com essas regras, alguns moradores não se sentem seguros ao utilizar o transporte, e por isso, optaram por continuar utilizando outros meios. Marli Matias também trabalha em Balneário Camboriú, e para se prevenir e evitar aglomerações nos ônibus, tem ido de carona com um amigo até o seu local de trabalho. “No momento, enquanto tiver essa pandemia, a gente não vai se arriscar indo de ônibus não, vamos esperar mais um pouco”, explica. Marli ainda diz que pretende voltar a pegar ônibus em breve, mas por enquanto, irá continuar avaliando a situação antes de tomar a decisão. 




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