EDUCAÇÃO

Mãe denuncia falta de monitoria para filho com TEA
Educação disse que a equipe fez uma avaliação; mãe questiona com laudo médico


Foto: arquivo

Um aluno da escola municipal Professor Artur Sichmann, em Camboriú, teve sua monitora dispensada pela Secretaria de Educação. A mãe conta que o filho, que faz parte da turma 43, do 4º ano, está inserido no Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível moderado, conforme laudo médico apresentado na escola.

Quando ele entrou na escola, foi a própria equipe que percebeu a necessidade de colocar uma monitora de inclusão para acompanhá-lo em suas dificuldades, principalmente na questão comportamental. Ele é uma criança que precisa de orientação para as atividades e atenção para que não entre em crise - o que pode deixá-lo agressivo diante dos coleguinhas.
Antes da monitora ter sido colocada à disposição dele, havia acontecido episódios em que ele foi agressivo, situação que tornou-se frequente. A mãe chegou a ser chamada na escola para tomar ciência da situação.

Até que ela recebeu a notícia, através do próprio filho, de que ele não tinha mais monitora. A equipe da Secretaria de Educação explicou à mãe que fizeram uma reavaliação do quadro da criança e entenderam que não havia mais a necessidade de uma monitora para acompanhá-la. A justificativa foi de que ele não era enquadrado como AVD, ou seja, que não precisava de ajuda para as atividades de vida diária. O que, segundo a mãe e o laudo médico apresentado, é incoerente. "Se existia a necessidade de uma monitoria, por que retirá-la?", questiona.

Em uma reunião de pais, a professora regente da turma falou sobre a situação do menino estar sem a monitora. Sem ela, não só o rendimento dele é prejudicada, como de toda a turma. Como ele precisa de uma atenção maior, os professores não dão conta da demanda dele e de mais 36 alunos. Contudo, todos são prejudicados. A professora conversou ainda com a mãe e disse que notou uma regressão no desenvolvimento dele e que as situações de agressividade voltaram.

O LP procurou a Secretaria de Educação. A secretária Maria Alice disse que avaliaria o caso com mais detalhes. Mas que nestas situações, uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais da saúde, como psicólogos e fonoaudiólogos, por exemplo, é que avalia a necessidade ou não da monitoria destes alunos.

A mãe questiona como que esta equipe pode ir contra laudos médicos apresentados pela família. E diz que se preocupa não só com seu filho, mas com outras famílias que podem estar na mesma situação.


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