EDUCAÇÃO

Bibliotecas escolares geram controvérsia em Camboriú
Sisemcam denuncia situação encontrada em escolas municipais após fiscalização; Secretaria de Educação diz que vai averiguar




Biblioteca de EBM Lucinira Melo Rebelo /Foto: Secretaria de Educação de Camboriú

O Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú (Sisemcam) denunciou falta de investimento nas bibliotecas escolares de Camboriú. De acordo com a presidente, Luciana Sobota, foi realizada fiscalização nas unidades e a situação encontrada é preocupante. Em resposta, Secretaria de Educação afirma que a situação não é como foi apresentada, e que irá averiguar as informações. 

Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú (Sisemcam), a visita aconteceu em todas as escolas municipais de ensino fundamental, o qual foi averiguado que na maior parte das unidades as bibliotecas e os laboratórios de ciências foram desativados por falta de espaço físico. 

 Luciana Sobota visita escola de campo no Rio do Meio. / Foto: Sisemcam

Um dos exemplos é no bairro Monte Alegre, no CAIC, onde não há biblioteca, nem laboratório para os 1153 alunos, sendo 585 da educação infantil. Outra unidade que se encontra na mesma situação é o Grupo Escolar Joaquim Magalhães, que atende alunos do primeiro ao quarto ano. O local não possui biblioteca, e utiliza uma pequena sala para abrigar alguns livros, em sua maioria didáticos. 

Na escola Ivone Terezinha Garcia, as obras literárias, didáticas e até mesmo pedagógicas se encontram amontoadas em cadeiras e outros objetos. Outra situação é a respeito das salas de atendimento psicopedagógico para pais e alunos, que não possuem nenhuma privacidade. Esse espaço fica junto à sala dos professores. “É constrangedor tanto para os professores quanto alunos e familiares. Como atender um pai ou estudante num ambiente como a sala dos professores?”, diz um docente.

Escola Ivone Garcia: livros no corredor e psicopedagogia junto da sala dos professores.  / Foto: Sisemcam

De acordo com a fiscalização realizada pelo Sisemcam, apenas duas unidades possuem bibliotecas: Escola Básica Domingos Fonseca e a Escola Anita Bernardes Ganancini.
 
“Todas deveriam ter bibliotecas, é lei”, diz presidente do Sisemcam
 
Luciana Sobota, presidente do Sisemcam, conta que foi pessoalmente em todas as escolas e que a situação encontrada é preocupante. De acordo com a  Lei 12.244, aprovada em maio de 2010, até maio deste ano, todas as escolas do país, públicas e privadas deveriam ter bibliotecas com bibliotecário responsável e um acervo equivalente a pelo menos um livro por aluno matriculado.

Além disso, Sobota continua exigindo a participação no Comitê de volta às aulas. Segundo a presidente, o objetivo do sindicato é fiscalizar as garantias previstas em lei, e que com a fiscalização realizada, pode perceber que muitas escolas não tem condições de retornar após a pandemia, pois não há como realizar o distanciamento social e garantir o uso de máscara. Ela ainda afirma que nas escolas, o álcool em gel e as máscaras são levadas pelos professores. 

 
Secretária de Educação irá averiguar a situação das escolas

A reportagem do LP entrou em contato com a secretária de educação, Alecxandra Vitorassi, que afirmou que já falou com os diretores das escolas para verificar a situação de cada unidade. 

Em resposta, Alecxandra enviou um documento com fotos das bibliotecas já ativadas do município, sendo elas nas escolas: Lucinira, Clotilde, Artur Sichmann, Andrônico Pereira, Domingos Fonseca e Anita. E também das que estão em espaços que não são apropriados, como a Tânia Regina, Ivone Teresinha Garcia e Marlene Zuchi, que possuem acervos mas não possuem biblioteca, os livros são disponibilizados para os alunos e professores em pontos de leitura na unidade.

Na situação apresentada pelo Sisemcam sobre a Ivone Teresinha Garcia, a secretária diz que há um espaço para os livros e que eles, provavelmente, se encontravam em cadeiras para mudança ou limpezas. “Não tá jogado em cima de bancos, mas sim colocados em prateleiras corretamente”, conta.

Vitorassi ainda explica que a unidade passará por uma ampliação já no início de 2021. A reforma deve incluir o aumento do refeitório, que ficará duas vezes maior ao atual, e na parte de cima, serão construídas salas de aula e novamente o espaço da biblioteca. Além disso, ela comenta que na escola há uma sala inapropriada para alunos, devido a falta de ventilação necessária, e que os engenheiros responsáveis pela ampliação ainda estão estudando se esse lugar receberá novas janelas ou se então, a biblioteca passará para esse local, ou seja, há um planejamento para a reativação dos espaços. “De maneira nenhuma os nossos alunos estão sendo privados de qualquer direito, ou da possibilidade de estarem em contato com os livros e com a literatura”, ressalta a secretária.

Confira as fotos do documento disponibilizado pela Secretaria de Educação:

EBM Lucinira Melo Rebelo 


EBM Profº Clotilde Ramos Chaves 


Escola Prof Artur Sichmann 
EBM Anita Bernardes Ganancini 
GEM Andrônico Pereira 


EBM Domingos Fonseca 



Escolas sem biblioteca, mas com pontos de leitura: 

CEI Profª Tânia Regina Garcia
Para os Professores


Para alunos


EBM Profª Ivone Teresinha Garcia




GEM Marlene Pereira Zuchi







 
 





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