ECONOMIA

Pandemia aumenta inadimplência de água e luz em Camboriú
Águas de Camboriú e Celesc registram um aumento de 12% no consumo residencial.




Foto: divulgação


A crise gerada pela pandemia de coronavírus afetou diretamente a todos, no mundo inteiro. Em Camboriú, não foi diferente. Em meio às incertezas econômicas, o número de famílias que que estão sem condições de pagar contas básicas como água e luz nesse momento difícil cresce no município, de acordo com os dados das empresas fornecedoras desses serviços. 

Desde o começo da pandemia, o índice de usuários inadimplentes da Águas de Camboriú aumentou 10% em relação ao mesmo período em 2019 e chegou ao total de 12% no mês de maio. Para ajudar os moradores que passam por dificuldades, a concessionário decidiu facilitar as condições de pagamento através do parcelamento ou renegociação das dívidas. Além disso, a empresa também aprimorou o atendimento online oferecido e implantou um sistema de atendimento em casa exclusivo, para que assim, os clientes possam pagar as faturas diretamente a um dos operadores. 

Para a concessionária, nos próximos meses, esse número de inadimplência deve cair, pois o estado de Santa Catarina vem retomando as atividades profissionais e a economia deve voltar a estabilizar. 

A Celesc, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica, possui um número de inadimplentes similar. O levantamento, realizado a nível estadual, não consta a porcentagem por cidade, ou seja, o índice de inadimplência é estadual. Em abril deste ano, a Celesc registrou um aumento de 12% de inadimplentes em relação ao mesmo período do ano passado. 

Esse crescimento é reflexo da pandemia e acompanha o índice registrado em  distribuidoras de energia elétrica que atuam em outras regiões do Brasil, de acordo com uma comparação feita pela empresa em relação aos dados divulgados recentemente pelo Ministério de Minas e Energia. 

De acordo com a Celesc, em Santa Catarina, as classes mais afetadas foram a Industrial e a Comercial. Juntas, elas registraram um aumento de 42% de inadimplência. Para a empresa, o aumento já era esperado depois da medida anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que proibiu que as concessionárias realizassem o corte no fornecimento por falta de pagamento da fatura pelo prazo de 90 dias.




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ECONOMIA  |  10/06/2020 - 16h