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Incêndios em vegetaçao, lixo e terrenos baldios se tornam problema em Camboriú
Ocorrências do tipo correspondem a quase 80% das atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar em 2020




Foto: Marina Rocha Damasceno

Os incêndios que ocorrem em Camboriú nem sempre são do tipo que toda pessoa pensa, como em prédios, casas, empresas e outros tipos de edificação. Na verdade, estes tipos de sinistros representam apenas uma pequena parcela do número de ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM) da cidade. A grande parte dos chamados são de fogo em vegetação, lixo e terreno baldio.

Em 2019, a corporação foi acionada para um total de 74 incêndios. Destes, foram vinte em vegetação, nove em lixo e sete em terrenos baldios. Juntos, eles representam 48,64% dos atendimentos. Já em 2020, até o dia 11 de maio, o número percentual aumentou. Houve 46 incêndios combatidos. Dentre todos, foram dezesseis em vegetação, nove em lixo e dez em terrenos baldios, ou seja, 76,08% do total. 

O comandante do CBM Camboriú, 1º Tenente BM Neto, comentou como isso tem gerado problemas no município: “O que falta é a percepção de que o fogo, que as vezes parece inofensivo, pode em pouco tempo fugir do controle de quem o ateou. Num conjunto de fatores, pode haver uma propagação rápida, onde não fica restrito ao espaço onde foi incendiado, e com isso, oferecer risco a outras edificações próximas. As pessoas colocam fogo para queimar entulhos de lixo, ou limpar um terreno, e não tem a noção de como isso pode gerar um risco maior”, destacou o comandante. Por outro lado, o tempo resposta para outras ocorrências de maior vultuosidade também pode ser prejudicada: “O quartel opera com efetivo limitado, e as vezes, durante o atendimento dessas ocorrências de incêndio em vegetação, lixo e terrenos baldios, pode ocorrer um sinistro em uma casa, apartamento ou outra edificação. Até parar o combate, recolher os equipamentos, iniciar um novo deslocamento, gera um atraso considerável. Como bombeiros, sabemos que poucos segundos podem fazer a diferença”, finalizou. 

A dica é que a população tenha a consciência de que não se pode controlar o fogo, que a situação pode evoluir, e por isso, é recomendado ter o excesso de segurança, evitando esse tipo de prática.


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