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​Atestado pago: moradora denuncia cobrança indevida por atestado de dependência alcoólica no CAPS de Camboriú
Secretária de Saúde, responsável pelo CAPS, disse que irá averiguar o caso




Foto: Divulgação

Uma moradora de Camboriú denunciou uma cobrança indevida por parte da coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).  Ivone Feliciano teria solicitado uma declaração com urgência, que é gratuita, para a coordenadora do órgão, Thalita Berlink. A coordenadora não estava em horário de trabalho, pois trabalhava no CAPS apenas na parte da tarde, mas informou que atenderia o pedido por uma clínica particular, desde que a moradora pagasse o valor de R$100,00. Porém, o documento entregue foi emitido pelo CAPS, um órgão público municipal. 

O CAPS é uma instituição que atende usuários de álcool e dependentes químicos através de atendimentos individuais ou em grupo, fornecendo tratamento e reabilitando-os, para assim promover a reinserção social. 

O filho de Ivone Feliciano é um dos pacientes do local. Na manhã do dia 15 de setembro, ela solicitou junto ao CAPS um atestado que comprovasse que seu filho era alcoólatra e paciente do centro.  Como resposta à solicitação, a coordenadora do CAPS, Thalita Berlinck Von Gilsa, informou que não poderia fazer o documento naquele momento, apenas a partir das 13h, pois pela manhã trabalhava em um clínica particular, mas que poderia atender a solicitação por essa clínica desde que Ivone pagasse R$100,00 pelo atestado. 

Como a moradora precisava do documento com urgência para entregar ao seu advogado, ela aceitou a proposta. Dessa forma, a coordenadora do CAPS deixou a declaração diretamente com o advogado de Ivone, Yalli Rauber Von Gilsa. No dia, Ivone não tinha o dinheiro para fazer o pagamento, por isso teve que pedir emprestado para um terceiro, e ficou de pagar posteriormente. Então, no dia 22, o pagamento foi realizado como mostra o comprovante abaixo.


Dias depois, quando viu o documento que foi entregue para o advogado, Ivone percebeu que ele teria sido realizado pelo CAPS, ou seja, por um órgão que presta atendimentos públicos e gratuitos.  “Ela deixou (o documento) direto com o meu advogado, disse que eu não precisava ir buscar, que ela deixava com ele. Decerto, era para eu não ver. Dias depois, até reclamou que eu não tinha feito o depósito”, explica. A partir disso, a moradora realizou um boletim de ocorrência para registrar o caso. “Ela tá cobrando por uma coisa que deveria ser gratuita”, acrescentou a moradora. 


Na tarde de hoje, porém, a denunciante relatou que recebeu de volta os 100 reais, devolvidos por seu advogado. Ela declara que quando este soube da cobrança indevida, o mesmo falou com Thalita e pediu o dinheiro de volta, devolvendo o valor pago para Ivone. "Depois que ele soube que ela tinha me cobrado, ele não sabia. Ele veio me devolver os 100 reais e me pediu mil desculpas por ela”, relata a moradora.

A reportagem do Linha Popular entrou em contato com a assessoria da prefeitura de Camboriú que informou que a secretária da Saúde (que responde pelo CAPS), Elisama de Freitas, disse que “irá verificar a situação".




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